O blog PARA FICAR NA HISTÓRIA, é um resgate da vida de um personagem inesquecível do Apodi /RN.VICENTE MAIA" quem cantava chorou ao ver seu amigo partir ,mas que voou ,ficou com a lembrança que o outro contou"
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terça-feira, 25 de junho de 2013
Fatos que ficaram na história
Lampião
me lembra fatos ; nos anos 80 numa grande enchente,uma família do sítio
pediu a casa de meu avô Vicente para passar o inverno....Maria de
jurandir(nossos novos vizinhos ) era a protagonista,conhecida como a
mulher da cobra,era devota de S.Francisco e quando ia a Canindé
encontrava sempre um envelope correspondente a despesa da viagem,mas
tinha uma mística nunca revelado, não podia nunca ficar sozinha pois
algo extraordinário ocorria.....e certa noite,estando
todos(homens,mulheres e a criançada) a debulhar feijão na luz do
lampião,quando Maria foi fazer a comida de seu caçula e não voltou,sem
ruídos nem gritos e a porta a cozinha fechada esta desapareceu.Coisa
rotineira para a família,mas surpreendente para nós,então saimos todos
atrás dela com a luz do lampião numa escuridão do matagal ,por trás das
nossas casas tinha uma cerca de arame farpado e depois de muita
procura,a criatura foi encontrada desmaiada no meio do mato toda envolta
com melão caetano(mata típica de inverno) e foi uma luta para os homens
trazerem ela de volta enfrentando a cerca e o matagal, o mais
surpreendente foi ela não ter nenhum ferimento e ao chegar em casa ela
voltou a si como se nada tivesse acontecido e nós voltamos a sentar na
roda para a debulha.... .Cessado as chuvas estes voltaram para suas
terras e ouvimos dizer que o esposo fugiu com a ajudante de muitos anos
e acabou-se as aparições.Até hoje me vem na memória este fato
intrigante e aproveito para questionar os espíritas religiosos e
advinhas o que poderia ser este mistério???
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Ùltimo aniversário de Vicente Maia in memoria
Aniversário de Vicente Mia In memoria
O último encontro com os amigos ocorreu no dia 29/10/2001 e os participantes testemunharam as lágrimas de emoção do aniversariante por seus 97 anos;Neste dia só ele chorava agradecido pela data e os amigos....quatro dias após,foi a nossa vez,acordou tomou o banho rotineiro,a "menina"(zelinha) tirou a barba e este começou a se incomodar om a presença de "uma criança"(anjo da morte?) olhando pra ele ...partiu sorrindo e com a serenidade de quem cumpriu a missão;era 02 de 11/2001.
Que a memória nos permita reviver os momentos alegres e tristes vividos ao seu lado: pai,amigo , guerreiro e possamos nos encontrar na eternidade.....
sábado, 15 de junho de 2013
Origem da rede ,por Marcos Pinto
REDE UM IMPORTANTE LEGADO
INDÍGENA
Por mais de quatro séculos, a rede foi um elemento presente e indispensável na vida dos brasileiros e de suma importância para a sociedade nos primeiros anos do descobrimento e durante toda a época colonial. O europeu recém-chegado ao Brasil aceitou o costume indígena sem relutância. A presença de redes de dormir ou descansar era comum em quase todas as habitações da época.
Os negros de senzala nunca se adaptaram à rede, dormiam no chão. Senhoras brancas tentavam convencer a negra a usar a rede, principalmente após a maternidade, quando a usavam desde meninos, mas os negros resistiam.Era comum dizer-se que "negro que não zela sua rede, não zela seu amo", além disso acreditava-se que o uso da rede amansava o escravo.
Meio século depois do descobrimento a rede já era usada por colono agricultor e pela maior parte dos jesuítas. No Brasil Colonial a rede foi muito usada também como meio de transporte para longas viagens. Eram colocadas nos ombros dos escravos que a sustentavam, por meio de uma vara. Este tipo de rede era chamada de serpentina.
Fácil de serem transportadas as redes foram cada vez mais usadas nas vilas, povoados e engenhos de de açúcar. Bastava enrolá-las e colocá-las às costas, visto que as camas de madeira eram mais pesadas e até então não eram fabricadas no Brasil.
Nas áreas mais pobres da região Nordeste, era costume o morto ser transportado em redes, então chamadas de rede de defunto.
sexta-feira, 14 de junho de 2013
lembranças do Vicente Maia
Outra vez,uma comadre tomou emprestado dinheiro para jogar no jogo do bicho,pois tinha sonhado com o V. Maia,ele logo deu seu palpite:Leão ou cavalo.....e resultado foi o leão .A tarde S. Vicente foi atrás de comadre vaidoso por ter dado o palpite certeiro,maior foi sua decepção ao indagar sobre a premiação e esta muito desconfiada,falou que não tinha ganho por ter jogado no viado.Danada de raiva este bramiu-DEIXE PRA JOGAR NO VEADO QUANDO SONHAR COM SEU MARIDO!(não se sabe se esta fez esta desfeita para não devolver o dinheiro ou por uma vingança amorosa,visto que o "maia" era muito cobiçado por moças e até mulheres casadas)
UM DIA ELE ESTAVA RETELHANDO A CASA...PASSOU UM GAIATO E PERGUNTOU SEU VICENTE TÁ FAZENDO O QUÊ?ELE DE PRONTIDÃO RESPONDEU:ESTOU CAVANDO UM POÇO!
poucas e boas de Vicente Maia
Chove chuva, chove sem parar.....e vem a nostalgia,preguiça e lembranças,então vamos matar as saudades..... sorriindo!
Vicente Maia era dado a uma jogatina,(herança repassada para algumas netas ) e passava horas e até dias direto,tanto que num destes jogos deu um cochilo ao despertar percebeu que estava preste a ganhar o jogo e...ao invés de aproveitar a sorte,virou a mesa.seus parceiros curiosos indagou:que foi S.vicente,este respondeu...Ora se eu dormindo trago este jogo,imagina vocês e foi embora,deixando de lado a sorte..
Outra vez estavam jogando e um dos amigos tirou a camisa...calado,S.Vicente tratou de ficar pelado e os amigos o questionaram:Ele-É pra saber quem é o dono da casa..
Sempre acompanhado de trapaceiros no jogo,S.Vicente nunca se deixou corromper mesmo no prejuízo.Uma das alternativas certa vez ,foi soltar um pum de levantar defunto e os parceiros não aguentando,sairam em disparada,deixando o Maia sozinho no recinto...Este pragueja _ Eu vou aproveitar este trunfo que é o único capaz de derrotar vocês...
Vicente Maia era dado a uma jogatina,(herança repassada para algumas netas ) e passava horas e até dias direto,tanto que num destes jogos deu um cochilo ao despertar percebeu que estava preste a ganhar o jogo e...ao invés de aproveitar a sorte,virou a mesa.seus parceiros curiosos indagou:que foi S.vicente,este respondeu...Ora se eu dormindo trago este jogo,imagina vocês e foi embora,deixando de lado a sorte..
Outra vez estavam jogando e um dos amigos tirou a camisa...calado,S.Vicente tratou de ficar pelado e os amigos o questionaram:Ele-É pra saber quem é o dono da casa..
Sempre acompanhado de trapaceiros no jogo,S.Vicente nunca se deixou corromper mesmo no prejuízo.Uma das alternativas certa vez ,foi soltar um pum de levantar defunto e os parceiros não aguentando,sairam em disparada,deixando o Maia sozinho no recinto...Este pragueja _ Eu vou aproveitar este trunfo que é o único capaz de derrotar vocês...
terça-feira, 4 de junho de 2013
FATOS PASSADOS NO MÊS DE JUNHO
ALGUNS FATOS QUE ACONTECERAM NO MÊS DE JUNHO AO LONGO DA HISTÓRIA DO APODI
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| NOSSA HISTÓRIA |
04 DE JUNHO DE 1936
Falece no Apodi o historiador Nonato
Mota. Era o segundo filho do casal José da Mota Ferreira Zuza e Emília
Anacildes Fernandes bonavides. Era casado co Francisca Praxedes
Fernandes Mota. Deste casamento nasceram 13 filhos. Escreveu
interessante trabalho sobre a história do município do Apodi, intitulado
“Notas Sobre a Ribeira do Apody”, em que se acham relacionados fatos e
acontecimentos do passado, informações, transcrições de documentos,
sendo bastante útil para estudos.
O trabalho deste historiador
apodiense foi publicado na Revista do Instituto Histórico e Geográfico
do Rio Grande do Norte, Vols. XVIII e XIX, nº 1 e 2, 1920/1921.
Valter de Brito Guerra, outro
apodiense abnegado pelos fatos históricos da sua terra natal, faz parte
da plêiade perscrutadora do passado, inseridas nas honrosas pessoas de
Manoel Coriolano, Nonato Mota e José Leite.
02 DE JUNHO DE 1960
Neste
dia prestigiosos lideres políticos apodienses (abaixo nominados) enviam
telegrama de adesão à candidatura do deputado Aluizio Alves ao governo
do RN.
Eis o teor na íntegra:
Apodi – 2
“Temos o prazer de comunicar que
nesta data resolvemos apoiar as candidaturas de Aluizio Alves e
Monsenhor Walfredo Gurgel, que terão neste município espetacular
vitória.
Os candidatos da esperança receberam aqui as maiores manifestações de apreço e solidariedade.
(aa) Luiz Galdino, Antonio Silva
Pinto, Francisco Paulo Freire, Manuel Antonio de Sousa, Josué Câmara,
Aristides Ferreira Pinto, Dr. José Pinto, Francisco Moreira de Souza,
Francisco Torres, Itamar Maia, Aurino Gurgel, José Sabino, Manoel
Libânio, Valter Guerra, Julio Marinho, Francisco Felinto, João Manequim,
Fernandes Souza, Celso Marinho, Francisco Holanda Cavalcante, João
Benicio, Joel Canela, Ari Amorim, Agostinho Sancho, Paulo Nascimento,
José Firmino, João Noronha, Abílio soares, João Batista Oliveira, Luiz
Marcolino Costa, José Patrocínio do Rosário, Raimundo Simplício e Robson
Lopes.
08 DE JUNHO DE 1960
Neste dia o Cel. Lucas Pinto,
encontrando dificuldades em conseguir eleitores para Djalma Marinho e
Vingt Rosado, resolve por o retrato de Aluizio Alves em seu jeep.
Arguto, percebera que o povo de Apodi cedera ao carisma do “cigano feiticeiro”.
Tornava-se público, assim, a adesão do velho chefe político oestano. Antes era assunto de bastidores.
09 DE JUNHO DE 1966
Através do decreto nº 4.478/66
desta data, foi criado o Ginásio Estadual “Professor Antonio Dantas”. O
insigne historiador Valter de Brito Guerra, em seu memorável livro
“Apodi, Sua História” faz a necessária observação de que “a distância
que separou a criação da primeira escola pública em Apodi (15 de
outubro de 1827) e a instalação do Ginásio revela o atraso da educação
do Estado e no Município.
O Ginásio Estadual “Professor
Antonio Dantas” teve como 1º Diretor o Bacharel em Direito Francisco
Alcivan Pinto, Homem de elevados atributos intelectuais.
02 DE JUNHO DE 1974
O padre José Freire de Oliveira Neto é ordenado Bispo da diocese de Mossoró, em solenidade acentuadamente concorrida.
Com muita fé e dedicação cristã,
ordenara-se Padre em Roma, recebendo os mais elevados votos de distinta
estima e consideração dos cardeais do vaticano.
Os anais históricos da cidade de
Apodi foram enriquecidos com essa eminente trajetória sacerdotal de um
abnegado filho da terra.
O texto foi tirado do livro Datas e Notas Para a História do Apody volume II, do escritor Marcos Pinto.
VI NO POTYLINE
domingo, 2 de junho de 2013
História dos indígenas apodienses por Marcos Pinto
Os indigenas do Apodi e a opressão branca
Saga de verdadeiro genocídio, em que a indiada tapuia paiacu bramiu o arco, a borduna e o tacape contra a pólvora e o aço viril do elemento branco, usurpador dos territórios por eles ocupado há séculos. No começo, leis patriarcais davam como legado de honra aos fidalgos colonizadores o sacrifício da liberdade nativa. O silvícola era o homem "res", ou o espécime de evoluído primata.
Na visão do povoador, o indígena nada possuía de humano, a não ser a conformação física de membros ou a expressão rudimentar da palavra. Daí, a origem do entrevero entre o Padre Philipe Bourel e os curraleiros, que não respeitavam os princípios cristãos empregados como fator de catequização. Na concepção tacanha e autoritária da gente branca, o índio podia ser trocado ou vendido; podia ser negociado como um simples animal, cujo valor estaria condicionado à sua capacidade de produzir.
Podia ser morto ao talante do senhor que o detinha sob sua posse, sem que para isso houvesse a mediação da justiça. Essa situação aos poucos se modificou. De sofrido a indignado o índio passou a inconformado e rebelde, o que desencadeou violenta reação sob forma de vindita, culminando nos grandes embates verificados nas margens da lagoa do Apodi, no ano de 1698, e na violenta refrega ocorrida na margem da lagoa do "Apanha-Peixe", em que tombaram mortos os irmãos JOÃO NOGUEIRA e BALTHAZAR NOGUEIRA, fato histórico conflagrado no dia 17 de novembro de 1688.
Estes mesmos índios foram conduzidos no dia 12 de junho de 1761, sob forte escolta militar comandada pelo Dr. Miguel Carlos de Pina Castelo Branco, então Juiz de fora de Olinda-PE, para serem aldeados na então Serra dos Dormentes, depois denominada de Serra de Portalegre, por este Juiz. Em 1822, essa mesma indiada revoltou-se e desencadeou violenta correria que terminou com várias mortes de expressivas figuras militares da serra de Portalegre. Em todos estes embates, resta configurado que a nação indígena fugia aos rigores do baraço, escondendo-se nas brenhas e nos socavões inacessíveis da serra. Sobrevivia ou sucumbia atropelado pelas perseguições, ou castigado pelas enfermidades.
Restava a notícia, a informação a correr de grupo em grupo, a denunciar o flagelo branco. Morrer, então, debaixo do cutelo escravizante ou morrer premido pelo rigor das matas, nenhuma diferença fazia em termos de extermínio. Em 1637 tivemos a revolta dos nativos do Ceará, que mantinham estreitos vínculos de amizade e parentesco com os tapuias paiacus do Apodi. Revoltaram-se contra os portugueses e aliaram-se aos invasores holandeses, entregando-lhes nos pulsos as algemas da espoliação.
Nos primeiros momentos do expurgo, favorecidos pelo despreparo da comunidade indígena, o poderio branco funcionou como se fosse um rolo compressor, esmagando e aplainando os espaços onde deveria se fixar a nossa civilização. O índio então resistiu. Primeiro, isoladamente, e depois sob a égide de uma fortificada aliança com os índios do Assú e do Ceará, passando a espalhar o terror, sem reservas de preferências e em limitações de ódio.
Em 1686, ou porque se subestimasse o poderio indígena, concentrado nas regiões do baixo Jaguaribe, com reflexo nas ribeiras do Assú e Apodi, ou porque o receio da invasão à sede da Capitania riograndense tinha impulsos de violência, decidiu o Capitão-Mór do Rio Grande a fazer guerra contra os tapuias paiacus que habitavam a ribeira do Assú. No cometimento dessa expressão de força residiu a explosão do grande conflito. Partiu o Capitão Soares de Abreu em busca da região indicada, levando consigo um contingente de 120 ordenanças e índios da aldeia do Camarão (Natal). Chega ao ponto predeterminado.
Flanqueia a Ribeira do Assú, tentando com essa estratégia alcançar os sucessos imaginados, porém, nada encontra além da desoladora exposição de terror. Tudo estava devorado pelo fogo. Somente ossadas humanas tinha subsistido à fúria selvagem. SOARES mandou dar sepultura às ossadas e prosseguiu em busca do Apodi, onde a fortaleza selvagem tinha instaladas suas bases hostís. Em Apodi travou-se fragorosa luta durante a qual se escoou um período de quatro meses, apresentando contra os nativos apenas baixas que não correspondiam as ataques.
Soares de Abreu é substituído por Manuel da Silva Vieira, e a situação se modifica em favor do gentio indígena, que após infligir-lhe fragorosa derrota, obrigou-o a refugiar-se nos esteios da Casa Forte.
FONTE: "A GUERRA NOS PALMARES" - Ernesto Enes - Coleção Brasiliana.
Texto de Marcos Pinto - historiador apodiense
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