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segunda-feira, 29 de julho de 2013

Padre Teodoro, Homem que admiro pelo grande trabalho prestado em Apodi que Deus abençoe
Com respeito e emoção
Eu agora vou falar
A respeito desse homem
Que chegou neste lugar
A mandado de Jesus
Com seu saber de luz
Pra corações conquistar.

Teodoro é de Helmond
Uma cidade holandesa
Um homem capacitado
Que é filho com certeza
De Johannes e Henrica
O casal que multiplica
Sua bondade e nobreza.

Aos treze anos de idade
Teodoro recebeu
Um convite irrecusável
Para ser servo de Deus
Lá já tinha seu irmão
Ele vendo a vocação
Foi seguir os passos seus.

Teodoro trouxe em si
Muito amor no coração
Por isso nunca pensou
Em desistir da vocação
Por ela traz a luz
Ele fala por Jesus
E ensina a cada irmão.

Um dia muito importante
Foi o da ordenação
Teodoro neste dia
Sentiu Deus no coração
E estava decidido
Ouviu de Deus o pedido
Pra seguir a vocação.

Sei que em várias paróquias
Este padre trabalhou
E tenho toda certeza
Que aonde ele passou
Sua profissão fez jus
E a aceitar Jesus
A todos ele ensinou.

Teodoro diz que ser padre
Para ele é virtude
E sente muito prazer
Ajudando a juventude
E mostrando o seu valor
Depois ver prova de amor
Em forma de atitude.

Muitos seguiam a igreja
Mas hoje isso se reduz
Felizmente tem aqueles
Em um caminho de luz
Pequenos na liberdade
Primeira comunidade
Idolatrando a Jesus.

Teodoro comprou terras
Pra cultivar e produzir
3 fábricas e 8 capelas
Ele veio a construir
Muito mais ele faria
Fábrica, “leite”, padaria
Pra cidade de Apodi.

No ano de 83
Ele estava em Fortaleza
E lá estava enfrentando
Um momento de tristeza
Aceitou se transferir
Pra conquistar Apodi
Com seu amor e nobreza.

Teodoro a você
Quero parabenizar
Jóia que os apodienses
Teve a sorte de abraçar
Você nos leva à luz
O porta-voz de Jesus
Que vem nos abençoar.

A você muito obrigado
Pela pessoa que é
Com Deus no seu coração
Ajuda aquele que quer
E agora com muita calma
Peço uma salva de palmas
Pra o mensageiro da fé.
____________________________________
Autor: Marcelo Henrique, aluno da rede pública de ensino de Apodi- RN
Padre Teodoro, Homem que admiro pelo grande trabalho prestado em Apodi que Deus abençoe
Com respeito e emoção
Eu agora vou falar
A respeito desse homem
Que chegou neste lugar
A mandado de Jesus
Com seu saber de luz
Pra corações conquistar.

Teodoro é de Helmond
Uma cidade holandesa
Um homem capacitado
Que é filho com certeza
De Johannes e Henrica
O casal que multiplica
Sua bondade e nobreza.

Aos treze anos de idade
Teodoro recebeu
Um convite irrecusável
Para ser servo de Deus
Lá já tinha seu irmão
Ele vendo a vocação
Foi seguir os passos seus.

Teodoro trouxe em si
Muito amor no coração
Por isso nunca pensou
Em desistir da vocação
Por ela traz a luz
Ele fala por Jesus
E ensina a cada irmão.

Um dia muito importante
Foi o da ordenação
Teodoro neste dia
Sentiu Deus no coração
E estava decidido
Ouviu de Deus o pedido
Pra seguir a vocação.

Sei que em várias paróquias
Este padre trabalhou
E tenho toda certeza
Que aonde ele passou
Sua profissão fez jus
E a aceitar Jesus
A todos ele ensinou.

Teodoro diz que ser padre
Para ele é virtude
E sente muito prazer
Ajudando a juventude
E mostrando o seu valor
Depois ver prova de amor
Em forma de atitude.

Muitos seguiam a igreja
Mas hoje isso se reduz
Felizmente tem aqueles
Em um caminho de luz
Pequenos na liberdade
Primeira comunidade
Idolatrando a Jesus.

Teodoro comprou terras
Pra cultivar e produzir
3 fábricas e 8 capelas
Ele veio a construir
Muito mais ele faria
Fábrica, “leite”, padaria
Pra cidade de Apodi.

No ano de 83
Ele estava em Fortaleza
E lá estava enfrentando
Um momento de tristeza
Aceitou se transferir
Pra conquistar Apodi
Com seu amor e nobreza.

Teodoro a você
Quero parabenizar
Jóia que os apodienses
Teve a sorte de abraçar
Você nos leva à luz
O porta-voz de Jesus
Que vem nos abençoar.

A você muito obrigado
Pela pessoa que é
Com Deus no seu coração
Ajuda aquele que quer
E agora com muita calma
Peço uma salva de palmas
Pra o mensageiro da fé.
____________________________________
Autor: Marcelo Henrique, aluno da rede pública de ensino de Apodi- RN

sábado, 27 de julho de 2013

Acróstico in memória a Vicente Maia

Memórias póstumas 

V elho guerreiro,serás sempre
I mortal...
C omo esquecer?
E starás sempre
N o meu coração,
T enho buscado resgatar sua imagem,
E screvendo suas histórias...

M ais sempre haverá 
A quela piada
I nédita,contada por pessoas
A dmiradoras ou testemunhas que conviveram contigo nestas 97 primaveras!saudades eternas......

quinta-feira, 25 de julho de 2013

25/08 dia do escritor,ensaios para ficar na história

Hoje 25/08 dia do escritor,vou aproveitar e escrever mais umas historinhas do S. Vicente...
A feira do Sábado sempre movimentada pelos moradores da zona rural,e na época s.vicente exercia a profissão de magarefe;chega um freguês e pergunta
-quanto é esta alcatra?
resposta -40 mil réis....
-faz 35,pechinchou o freguês
Vicente fez o menos e o amigo animado,levou a carne,e ao chegar em casa a mulher percebeu que ao invés de alcatra,este tinha trazido uma banda de cabeça com direito ao beiço e tudo mais...O freguês cheio de razão, resolveu se queixar do produto comprado,levando como testemunha,sua mulher....
Seu Vicente,que não vendia gato por lebre,justificou a venda:
_Quem botou o nome de alcatra foi você.....e este saiu encabulado,pois agora a bronca foi da sua própria esposa..

Vicente tinha um compadre e xará,morador da zona rural :com a fartura do inverno,decidiu presentear S. vicente com o maior jerimum da safra;
-tai S. Vicente pra você comer com carne...
S. Vicente decidiu retribuir,com uma costela gorda...o Compadre,muito alegra,mas tímido,respondeu;
-Precisa não compadre....
Sem insistência,S.Vicente voltou a carne ao prego e como tinha dado,nem vendeu ,nem comeu....Apodreceu no prego .

Um amigo o cumprimenta,sem perceber,com a mão esquerda.
-Como vai seu Vicente?
Respondeu:
-hoje,não será um bom dia,pois a primeira pessoa a falar comigo,além de mulato,ainda vem pelo "avesso"..(Não que fosse racista,mas não perdoara seu gesto)

Esta última ocorreu com um político renomado;
Sua esposa gastava desnecessariamente ,e na época era freguesa de S.Vicente,mas era na base do "fiado" ...como não prestava contas,;S. vicente decidiu procurar o dito cujo ,para o trato do acerto....
O político,envergonhado com a fama da esposa,responde:
-Homem...aquela mulher vai é me quebrar.
Então o magarefe enfezado com a resposta e com medo do prejuízo ,rebate...
-Vai quebrar é os comerciantes do Apodi,pois ela compra e você não paga......E assim,este recebeu uma das inúmeras contas perdidas pelos fregueses que quando não tinha dinheiro,comprava no maia ,quando recebia os tostões iam comprar noutras freguesias...

Dominguinhos,cultura e história

Chora sanfoninha

Publicação: 25 de Julho de 2013 às 00:00

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Aldair DantasDominguinhos deixa um legado grandioso que vai além de sua música e ecoa pelo Brasil na forma de memórias, encontros e parceriasDominguinhos deixa um legado grandioso que vai além de sua música e ecoa pelo Brasil na forma de memórias, encontros e parcerias
Alexis Peixoto
- Repórter

Apesar da fama e do respeito de que gozava no cenário da música nacional e internacional, Dominguinhos era conhecido principalmente pela sua generosidade e gentileza. Diz a lenda que o músico tinha por regra nunca recusar um pedido de show ou para participar de alguma gravação. Há quem diga que foi essa vida intensa entre estúdios, viagens e shows que acabou por levá-lo na última terça-feira (23), aos 72 anos, em São Paulo,  depois de um longo período de internação no Hospital Sírio-Libanês, em decorrência de complicações infecciosas e cardíacas desenvolvidas durante o tratamento contra um câncer de pulmão. Sem a presença física do artista, ficam as lembranças das realizações de Dominguinhos fez pelo Brasil afora. No Rio Grande do Norte, além de amigos e parceiros, o cantor e sanfonista deixou duas gravações inéditas. Uma delas, uma versão  musicada de um poema de Câmara Cascudo.

No dia 2 dezembro de 2012, uma dia após se apresentar no Forró da Lua, Dominguinhos registrou a sanfona na faixa “Agreste”, composição de Dácio Galvão e Gereba, no estúdio montado na fazenda Bonfim, em São José do Mipibu. O plano era que o sanfoneiro também colocasse a voz na música, o que só não foi feito na ocasião porque, como era de manhã cedo, Dominguinhos não havia realizado os exercícios de aquecimento vocal na hora da gravação. Na mesma sessão, Dominguinhos também gravou   o instrumental de uma versão musicada para o poema “Não Gosto de Sertão Verde”, de Câmara Cascudo, com arranjo de Jubileu Filho.

DivulgaçãoEm 1989, num dos shows em Natal. Dominguinhos chegou a gravar o Hino da ABC do compositor DosinhoEm 1989, num dos shows em Natal. Dominguinhos chegou a gravar o Hino da ABC do compositor Dosinho
Segundo Dácio Galvão, toda a  sessão foi filmada e existe a intenção de   editar as imagens e lançar um documentário, complementado com o acervo fotográfico de Candinha Bezerra do projeto Nação Potiguar, do qual Dominguinhos participou em diversas ocasiões. Enquanto isso, a faixa “Agreste”, permanece inédita e deve ganhar uma versão com outro vocalista.

“Estamos discutindo quem colocaria a voz, quem poderia substitui-lo. Vai ser difícil, já que o arranjo foi todo preparado para o timbre da voz dele” , disse Dácio.

Para o poeta e presidente da Fundação Cultural Capitania das Artes, Dominguinhos deixou um legado profundo na música potiguar. “Muito mais do que a participação dele em shows ou discos, o que Dominguinhos deixou para a música potiguar foi o registro do seu canto e da sua sanfona, inigualáveis na música brasileira”, disse Galvão, que escreveu o poema “Toada da Barra do Rio Grande” para Dominguinhos musicar.

Aldair DantasCom a sanfona que doou para o Museu do Vaqueiro, sua última passagem pelo Rio Grande do NorteCom a sanfona que doou para o Museu do Vaqueiro, sua última passagem pelo Rio Grande do Norte
Um dos potiguares que mais conviveram com Dominguinhos foi o produtor cultural Marcos Lopes, idealizador do Museu do Vaqueiro e do Forró da Lua. Lopes contou ao VIVER que o germe do projeto surgiu a partir de uma conversa com o músico, no final dos anos 1990.

“Em 1999, fiz um evento em homenagem a Luiz Gonzaga e resolvi entrar em contato com Dominguinhos, que eu havia conhecido alguns anos antes”, conta Lopes. “Ele veio tocar e nós começamos a conversar sobre a ideia de fazer um evento de resgate do forró autêntico, que mais tarde virou o Forró da Lua”.

Entre 2003 e 2012, Dominguinhos manteve o compromisso de se apresentar pelo menos uma vez por ano no Forró da Lua. Um dos últimos shows do artista foi justamente dentro do projeto, em dezembro do ano passado. Na ocasião, Dominguinhos aproveitou para doar uma sanfona ao acervo do Museu do Vaqueiro, uma réplica do instrumento utilizado pelo próprio Gonzagão.

Aldair DantasCom a sanfona que doou para o Museu do Vaqueiro, sua última passagem pelo Rio Grande do NorteCom a sanfona que doou para o Museu do Vaqueiro, sua última passagem pelo Rio Grande do Norte
Marcos Lopes lembra de Dominguinhos como uma pessoa de personalidade generosa e humilde. “Ele era um cara muito simples. Diferente da maioria dos artistas, não exigia nada no camarim, ônibus especial, nada disso”. O Forró da Lua está em recesso, mas Marcos Lopes avisa que a edição da volta, marcada para setembro, será especial em homenagem a Dominguinhos. “Ele era um dos maiores instrumentistas do Brasil e um artista de primeira grandeza. Acredito que é mais do que justo homenageá-lo”, disse Lopes.

A pesquisadora Leide Câmara considera Dominguinhos  um dos artistas de fora do estado que mais participaram da produção musical do Rio Grande do Norte. “Por ter sido uma espécie de herdeiro de Luiz Gonzaga, Dominguinhos sempre esteve muito próximo da nova geração do forró potiguar, gravando, incentivando e convivendo com nossos artistas”.

Leide Câmara conta que, da última vez em que esteve com Dominguinhos, no final do ano passado, apresentou ao sanfoneiro a música “Flor do Jerimum”, do compositor natalense Paulo Tito. “O próprio Paulo cantou para ele, que se emocionou muito e ficou com a partitura da música, na intenção de gravá-la. Infelizmente, não deu tempo”, lamenta a pesquisadora.

Entre as principais composições de autores potiguares gravadas por Dominguinhos, Leide destaca “Gonzaga Coração”, de Itanildo Medeiros, registrada no LP “Aqui Tá Ficando Bom”, de 1990; “A Missa do Vaqueiro”, parceria do  seridoense Janduhy Finizola com Luiz Gonzaga; e “A Fé do Lavrador”, parceria de Dominguinhos com Janduhy Finizola, também conhecida na versão do Quinteto Violado.

Corpo será sepultado em Pernambuco

O corpo de Dominguinhos está previsto para chegar à Recife nesta quinta-feira, para o velório na Assembleia legislativa de Pernambuco. Embora o filho, Mauro Moraes, tenha declarado que o pai  tinha o desejo de ser enterrado em sua cidade natal, Garanhuns, o local e o horário do enterro ainda estão indefinidos.

DivulgaçãoCom o também amigo cantor e compositor Paulo TitoCom o também amigo cantor e compositor Paulo Tito
Dominguinhos e a música potiguar


Parcerias:

“A fé do lavrador” - com Janduhy Finizola, gravada pelo Quinteto Violado no LP “Enquanto a Chaleira Não Chiar”;

“Toada da Barra do Rio Grande”, com Dácio Galvão

Compositores do RN gravados por Dominguinhos:

Itanildo Medeiros - “Gonzaga Coração” (em parceria com Juarez Gonzaga e Zé Sanfoneiro)

Dosinho - “O mais querido” (Hino do ABC Futebol Clube)

Hermelida - “Forró Traçado” (em parceria com Bastinho Calixto)

Participações em Cds de artistas potiguares:

Galvão Filho - “Forró de verdade e pra valer”, 2012. Participação especial.

Elino Julião - “Registros Iconográficos do Sertão”, 2010. Participação especial.

Marina Elali - “Longe ou Perto”, 2009. Participação especial.

Coletânea “K-Ximbinho – Sanfonado”, 2009. Sanfona e voz na faixa “K-xim-bodega”.

Câmara Cascudo - “Brouhaha”, 2009. Participação nas faixas “Poema 1” e “Poema 3”.

Dácio Galvão – “Poemúsicas”, 2009. Participação com voz e acordeon.

CD da Banda Sinfônica do Rio Grande do Norte, 2007. Acordeon e voz na faixa “Toada da Barra do Rio Grande”.

Marina Elali – “De Corpo e Alma Outra Vez”, 2007. Participação especial.

Marina Elali - “Marina Elali”, 2005. Sanfona na faixa “Sabiá”.

Coletânea “Toque & Cantares de Tibau do Sul”, 2004. Voz e sanfona.

Carlos Zens – “Fuxico de Feira”, 2004. Participação com sanfona e voz.

Elino Julião – “O canto do Seridó”, 1998. Participação especial.

Germano Júnior - “É bom, é demais”, 1997. Participação especial.

Fonte: Leide Câmara/ Instituto Acervo da Música Potiguar

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Memórial Alexis Maia

Conversando com o Maestro Janilson,me acanhei por não ter respostas para sua interrogação sobre meu tio Aléxis Maia,morto muito jovem aos 29 anos ,de uma forma inesperada e inexplicável..."comeu melão c/leite",sentiu uma dor e ai morreu.Nunca ninguém nos contou mais sobre a vida deste jovem,precoce para sua época,segundo mamãe teria sido escoteiro,gostava de música e suponho ter sido este o motivo de ter existido por muito tempo uma banda de música om o seu nome.....talvez nunca saberemos pois não existe nenhum registro escrito,apenas relatos de familiares e poucos conhecidos:quantos heróis mortos e esquecidos ,por não termos a cultura de valorizá-los,não basta por nomes de ruas e praças,deveríamos buscar a sua história.....Vamos conversar mais com nossos idosos ,pois eles talvez sejam nossas únicas fontes históricas fiéis e verdadeiras que testemunharam os fatos que nos orgulharam no passado,presente e futuro.Fotos são fatos,mas se não soubermos contar,não haverá nenhuma importância para os nossos sucessores........
  • Marly Maia Em conversas sobre a época descobri que Aléxis foi muito revolucionário era escoteiro,possuidor da primeira motoneta na cidade,um sax e que,além de tocar era um exímio dançador .Gostava de ler seleções(fato constatado,Alba mantinha uma caixa cheia,até acabar a moda do baú),tinha poucos amigos era recatado,mas muito querido,segundo Neném Dulce no dia de sua morte"até passarinho dormiu mais cedo",ou seja foi uma comoção geral na cidade.
     
    Foto-Pretinho (marido de Ritinha leite)avô de Hidalgo,Aléxis e Vicente Maia (meu Tio e meu avô)

ANTIGOS VAZANTEIROS DA LAGOA DE APODI.


          A   história  universal  prega que  o  rio  Nilo  é   a  dádiva  do  Egito.  Partindo  desse  contexto, pode-se  afirmar  de  forma  incisiva   que a  Mãe-Lagoa   de  Apodi   é  a  dádiva  da  cidade.   Não  existe  família  apodiense  que, por  mais  tradicional  que  seja, não  tenha  sobrevivido  do  arroz, feijão  e  batata  doce  oriundos  das  vazantes  da  lagoa, cujas  margens  enchem  de  verde  aquelas  paradisíacas  paragens  conhecidas  como  Poço da  Matuta, Poço dos  Homens, Bico  da  Croa, Despejo, Passagem do  Carcará, (Por  onde  a   lagoa  recebe  água  do  rio)  Ponta  D'Água, Merêncio, Vertentes, Garapa, Largo, Estreito, Horto  Florestal  etc.
            Posso  até  citar  nomes  de  grandes  expressões  da  geografia  humana  de  Apodi  que  brilharam  além-fronteiras  do  Apodi, como  os  Srs. Osmídio  Jovino, Raimundo  Jovino de  Oliveira (Foi Prefeito em Mossoró -  no  período  01.11.1932/21.09.1933)João  Cantídio  de  Oliveira, Raimundo  Cantídio  de  Oliveira (Avô materno de  Elano  Cantídio, médico-proprietário  da  Clínica  Oitava  Rosado, em  Mossoró), industriais  que  se  projetaram  nos  destinos  de  Mossoró, como também  Francisco  Izódio  de  Souza (Prefeito  em  Mossoró  no  período   1911-1913) Luiz  Colombo  Ferreira  Pinto (Tio  de  Alice  Pinto, e que foi  Prefeito  de  Mossoró  no  ano  de  1927), Rubens  Pinto (Pai  de  Hugo  Pinto, dono  da  loja  de  eletrodomésticos  H.F.Pinto).
              São  chamadas  Vazantes  aqueles  terrenos  dos rios, açudes, lagos  e  lagoas  que  são  inundados  no  período  invernoso  e  que  vão  sendo  pouco  à  pouco  descobertos, tornando-se,  assim,  agricultáveis.  Nas  margens  da  lagoa  de Apodi, especialmente  nos lugares  denominados  de  Despejo,Merêncio  e  Ponta  D'água  é  onde  estão  localizadas  as  melhores  vazantes, cujo solo  apresenta  um  perfil  areno-argiloso, onde  o  vazanteiro  faz  as  suas  conhecidas  covas  ou  leiras, onde  geralmente  plantam  arroz   vermelho, feijão,milho, abóbora,  batata-docem melão  e  melancia, além  de  capim.
               Estudos  comprovam  que  a  água  da  Mãe-Lagoa  de  Apodi   baixa, por  evaporação, cerca  de  20  centímetros  por  mês.  Variando  com  a  declividade, o  abaixamento mensal  do  espelho  d'água  em  20  centímetros  tanto  pode  descobrir  meio, como  cincou  ou  dez  metros de  solo  para  plantio.  Estes  terrenos  geralmente  dispensam  adubação, dado  sua  reconhecida  fertilidade  representada  pelos   adubos  naturais  trazidos  pelas  águas  pluviais. Influi  muito  a  rapidez  com  que  baixam  as  águas.
                Os   conterrâneos  que  sobrevivem  às  expensas  das  vazantes  são  detentorer  de  larga  saúde, fruto  do  alimento  sadio, sem  o  emprego  de  nocivos  agrotóxicos.  Fazendo  jus  ao  título, evoquemos  os  velhos  vazanteiros  sob  a  nostalgia  de  intensa  saudade, uma vez  que  cerca  de  95%  já  receberam  o  chamado  do  Pai  Eterno, vivenciando  a  faixa  silente  da  eternidade.  Imagino  quão  alegre  era  a  vida  dos  vazanteiros, colhendo  o  fruto  dos  seus  suores  diários  e  convivendo  com  aquela  amplitude  do  verde  que  contagia  de  alegria  a  alma.  O  zelo com  suas   plantações  não  dispensava  a  atenção  em espantar  os  pássaros  que  procuram, insistentemente, consumir  os cachos  de  arroz  no  período  da  colheita.  Os  pássaros  mais  comuns  são  os  Tizius  saltitantes, os  canários, as  graúnas, os miúdos  e os  cabeças-vermelhas.  A  estratégia  para  espantá-los  consiste  em  ficar  trepado  em  uma  espécie  de  jirau  feito  com  varas, e  ficar  puxando  um  cordão  ou  corda  estirado  e   atado  a  latas  com  pedras  dentro, o   que  ao  ser  puxado  com  força  agitava  as  pedras  e  fazia  barulho,  espantando  os  pássaros.
               Nas  vazantes  do  "Despejo"  tínhamos  os  seguintes  plantadores/vazanteiros:  Paulino  Caveja, Batata  de  Paulino, Beija  Curinga, Nelson Lucas, Antonio  Padre, Lucas  Reinaldo (Pai  de  Elísio  Reinaldo)  Manezim  Reinaldo, Severino  Gato, Joaquim  Pompílio, Cícero  de  Dino (Pai  de  Chavinha), Tico  de  Enéas, Vitor  Jararaca, João de  Dodô (Irmão  do  coronel  Lucas  Pinto)  e  Zé  Raposo, que  plantava  algodão  nas  Crôas.
                No   lugar  "Merêncio"   as  pequenas  glebas  de  terras  eram  plantadas  pelos  Srs. João  Raposo, Chico  Raposo, Bolota de  Raposo, Chico  de  Cota, Vicente  Maia, Miguel  Guarda, Manoel  Dantas (Sacristão  da  paróquia  de  Apodi  durante  40  anos) Zé  de  Cândido, Raimundo  Braz, Toinho  Torres,, Pereira  Torres, Chico  Torres, Bento  Tito, Chico  Tito  (O Velho), João  Menino, Beinho,  Lozo  de  João  Menino, Chico  Inglês, Mané  Inglês, Lulu  Inglês  e  Chico  Sinfrônio.  Na  parte  que  compreende  a  "Ponta  Dágua"  os  da  família  Inglês  também  plantavam, como  também  os  da  família  TITO,  sendo  maior  parte  pertencente  ao  meu  avô  paterno  Aristides  Pinto.  Na  evocação  do  tempo, foram  homens  que contribuíram  para  o  progresso  da  cidade, mesmo  que  de  forma  humilde.  Eis  o  resgate  dos  velhos  e  saudosos  vazanteiros  da  lagoa  de  Apodi.
 
 Por Marcos Pinto (Historiador apodiense)